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A Carta do Pistoleiro Mainha à Sociedade - Guaipuan Vieira - pdf - 3 páginas - Para ler já!

Título: A Carta do Pistoleiro Mainha à Sociedade Autor: Guaipuan Vieira Categoria: Literatura de Cordel - 29 estrofes – 8 páginas Idioma: Português Instituição: Centro Cultural dos Cordelistas - Cecordel 1ª Edição: 1998 2ª Edição: 1998 /3ª edição:1999 Gravação: Estilo: Carta A CARTA DO PISTOLEIRO MAINHA À SOCIEDADE Autor: Guaipuan Vieira Eu escrevi um folheto De grande repercussão A respeito de Mainha E sobre a sua prisão Cujo folheto atingiu A sua quinta edição. Por causa disso Mainha Me mandou uma mensagem E nela naturalmente Salvaguarda sua imagem Dizendo que não é rico A custa de pistolagem. Eu recebi a mensagem Enviada por Mainha E garanto aos meus leitores Que não é invenção minha Porque eu sou um poeta Que nunca fugiu da linha. O recado que transcrevo Só mudei mesmo o estilo Pois eu transformei em versos Sem guardar nenhum sigilo Transcrevo o que me foi dito Portanto eu fico tranquilo. Ao tomar conhecimento Do que andei escrevendo O detento...

Leandro Gomes de Barros A Seca do Ceará - 8 páginas - em pdf - Ler Agora

Leandro Gomes de Barros A Seca do Ceará Seca as terras as folhas caem, Morre o gado sai o povo, O vento varre a campina, Rebenta a seca de novo; Cinco, seis mil emigrantes Flagelados retirantes Vagam mendigando o pão, Acabam-se os animais Ficando limpo os currais Onde houve a criação. Não se vê uma folha verde Em todo aquele sertão Não há um ente d’aqueles Que mostre satisfação Os touros que nas fazendas Entravam em lutas tremendas, Hoje nem vão mais o campo É um sítio de amarguras Nem mais nas noites escuras Lampeja um só pirilampo. Aqueles bandos de rolas Que arrulavam saudosas Gemem hoje coitadinhas Mal satisfeitas, queixosas, Aqueles lindos tetéus Com penas da cor dos céus. Onde algum hoje estiver, Está triste mudo e sombrio Não passeia mais no rio, Não solta um canto sequer. Tudo ali surdo aos gemidos Visa o aspectro da morte Como a nauta em mar estranho Sem direção e sem Norte Procura a vida e não vê, Apenas ouve gemer O filho ultimando a vi...

Alma Inquieta, de Olavo Bilac - pdf - 37 páginas - Ler Agora!

Alma Inquieta, de Olavo Bilac Fonte: BILAC, Olavo. Antologia : Poesias. São Paulo : Martin Claret, 2002. Alma Inquieta. (Coleção a obra-prima de cada autor). Texto proveniente de: A Biblioteca Virtual do Estudante Brasileiro <http://www.bibvirt.futuro.usp.br> A Escola do Futuro da Universidade de São Paulo Permitido o uso apenas para fins educacionais. Texto-base digitalizado por: Anamaria Grunfeld Villaça Koch – São Paulo/SP Este material pode ser redistribuído livremente, desde que não seja alterado, e que as informações acima sejam mantidas. Para maiores informações, escreva para <bibvirt@futuro.usp.br>. Estamos em busca de patrocinadores e voluntários para nos ajudar a manter este projeto. Se você quer ajudar de alguma forma, mande um e-mail para <bibvirt@futuro.usp.br> e saiba como isso é possível. ALMA INQUIETA Olavo Bilac A avenida das lágrimas A um Poeta morto Quando a primeira vez a harmonia secreta De uma lira acordou, gemendo, a terra i...

PROFISSÃO DE FÉ Olavo Bilac - pdf - ler agora!

PROFISSÃO DE FÉ Olavo Bilac Le poète est cise1eur, Le ciseleur est poète. Victor Hugo. Não quero o Zeus Capitolino Hercúleo e belo, Talhar no mármore divino Com o camartelo. Que outro - não eu! - a pedra corte Para, brutal, Erguer de Atene o altivo porte Descomunal. Mais que esse vulto extraordinário, Que assombra a vista, Seduz-me um leve relicário De fino artista. Invejo o ourives quando escrevo: Imito o amor Com que ele, em ouro, o alto relevo Faz de uma flor. Imito-o. E, pois, nem de Carrara A pedra firo: O alvo cristal, a pedra rara, O ônix prefiro. Por isso, corre, por servir-me, Sobre o papel A pena, como em prata firme Corre o cinzel. Corre; desenha, enfeita a imagem, A idéia veste: Cinge-lhe ao corpo a ampla roupagem Azul-celeste. Torce, aprimora, alteia, limaA frase; e, enfim, No verso de ouro engasta a rima, Como um rubim. Quero que a estrofe cristalina, Dobrada ao jeito Do ourives, saia da oficina Sem um defeito: E que o lavor do ve...

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